Epidemia de Cesáreas no Brasil: Por que tantas mulheres optam pela cirurgia?

Pesquisa revela que 90% das mulheres que desejam o parto normal acabam tendo seus filhos através de uma cesariana e quais algumas das razões.

No Brasil mais da metade dos bebês nascem por meio de cesarianas, chegando a 84,6% na rede particular. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) esse índice não deve ultrapassar 15%.

Esta não tem sido uma mera informação considerada por um pequeno número de pessoas que por alguma razão não são adeptas desta opção de parto, mas é um tema de grande relevância e que tem chamado a atenção de grandes veículos de comunicação de maneira recorrente, inclusive a nível internacional:



 

Qual é uma das principais causas desta epidemia?

Esse tipo de procedimento está cada dia mais comum por ser conveniente para os médicos, que programam a cirurgia em vez de receberem uma ligação no meio da noite para acompanhar um trabalho de parto que durará horas. O médico poderá realizar várias cesarianas num mesmo dia, sendo muito mais lucrativo que o parto normal.

Poucas mulheres sabem que a cesárea aumenta o risco de prematuridade, isso porque muitas cirurgias são feitas antes das 40 semanas, e há a possibilidade de erro na data provável em até uma semana, o que aumenta os riscos para o bebê.

Em países como a Holanda, por exemplo, os níveis de cesarianas ficam em torno de 15%. Atualmente um número crescente de partos tem sido realizados com uma abordagem mais natural, sem anestesia e com apoio de enfermeiras obstetras ao invés de médicos. Ficou comprovado que essa é uma forma eficiente de combater o aumento dos partos cirúrgicos.

 

Estatísticas a nível mundial

A Fiocruz realizou um pesquisa com cerca de 437 mães que deram à luz no Rio, pela rede privada. Constatou que no início do pré-natal 70% dessas mulheres desejavam o parto normal mas 90% delas acabaram tendo seus filhos através de uma cesariana. Em 92% dos casos, a cirurgia foi realizada antes mesmo da mulher entrar em trabalho de parto.

A conclusão do estudo mostrou que em algum estágio dos nove meses da gestação a mulher mudou de ideia. A pesquisa mostra que a "baixa informação recebida pelas mulheres em relação às vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de parto e a baixa participação do médico como fonte desta informação".

A falta de informação em todo o pré-natal é grande. A mulher não aprende a lidar com a dor, como funciona seu corpo no momento do parto ou como se preparar para a chegada do bebê.

 

Como este quadro está sendo revertido

Em contrapartida o movimento de humanização do parto está crescendo em todo o mundo. Nesse tipo de parto a mulher é a protagonista e deve participar ativamente das decisões, em parceria com os profissionais que lhe darão assistência. Ela é incentivada a se informar e fazer suas próprias escolhas. Nenhum procedimento é rotineiro e as intervenções são feitas com muito critério, somente quando realmente necessárias.

O parto humanizado proporciona à mulher a busca de informação que a prepara de maneira eficaz para o parto em todos os aspectos, tanto físico como emocional, dando um real empoderamento, proporcionando satisfação e realização no momento mais importante da vida da mulher.

Série de 4 VÍDEOS GRÁTIS Mostra os Maiores Segredos da Humanização do Parto e Como Mulheres Alcançaram o Parto que Desejaram. Inscreva-se e Assista Agora:

Suas informações estão 100% seguras.

Termos de Uso     |     Política de Privacidade     |     Sobre     |     Contato

Tudo Mais Saudável Ltda ME | CNPJ: 22.828.110/0001-89